São horríveis as imagens das contusões de Ronaldo e Eduardo da Silva, por ordem cronológica. As de Ronaldo foram lesões de tendão, duas vezes no joelho direito, ainda em 1998, com lesão parcial no tendão patelar, em que ele se rompe ao meio, e no jogo de sua volta sofreu o rompimento completo, que acontece na base do tendão. Depois, conseguiu se recuperar e foi artilheiro da Copa do Mundo de 2002, que aconteceu simultaneamente na Coréia do Sul e no Japão, com 8 gols. Dessa vez, sofreu o mesmo rompimento completo do tendão patelar, só que no joelho esquerdo. O tempo estimado de volta é de 9 meses. Ronaldo, na primeira coletiva depois da lesão, disse que quer continuar jogando, mas já não sabe se suas pernas vão deixar. Torço por sua recuperação, porém acho realmente difícil ele voltar no mesmo nível, já que não era mais o mesmo depois de 2002, pois cada vez mais estavam rareando aquelas arrancadas fulminantes que o deram por três vezes o título de melhor jogador do mundo. Agora vamos ao outro caso, o do brasileiro-croata Eduardo da Silva, que chegou ao Arsenal essa temporada e foi eleito o melhor jogador do mês de janeiro, assumindo a titularidade ao lado de Adebayor. Mas, aos 3 minutos de jogo, o imbecil zagueiro Taylor deu uma entrada de carrinho realmente assassina e deveria ele mesmo se excluir do futebol pelo menos pelo tempo que o atacante ficasse parado. Agora um longo tempo de recuperação para um jogador que estava em plena ascensão na Inglaterra, pondo em risco até mesmo a carreira do atleta. Tudo isso nos leva à uma reflexão interessante, sobre fragilidades da vida e desafios a serem superados, por mais difíceis que sejam. Caso exista a gana de algo, sempre haverão jeitos de contornar a situação. Só que também nos faz perceber que não adianta forçar, pois temos limites, todos. E nossos sonhos também podem se desfazer como se desfez o tendão do Fenômeno. Ronaldo alcançou o sonho de tantos graças às mesmas pernas que agora dão tanta tristeza para ele e para todos os amantes do futebol. O atacante apelidado justamente de Fenômeno passou da porta do céu com a classe do seu futebol, assim como Zidane, Beckenbauer, Maldini e tantos outros que se foram e se vão com o vento das mudanças. Mas chegou a hora de passar a coroa que foi dele desde 1994. E ele mesmo já está se encarregando de fazer isso. Quem é o escolhido? Aquele que o tem como maior ídolo.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Vento das mudanças
por
Riccardo Facchini
às
14:35
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