terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Imprevistos

Às vezes está tudo pronto, tudo planejado e parece que nada de errado pode acontecer, ou se acontecer, não vai ter força para estragar o momento pelo qual se espera.

O problema é que as justificativas para esse otimismo estão muito mais no nosso imaginário do que no plano concreto. Explico: a gente pensa que nada pode atrapalhar, imagina como tudo vai acontecer, acredita que seria uma injustiça se não desse certo tudo o que aguardamos.

E quando se planeja tanto e se espera com tanta ansiedade, mas algo de fato muda a trajetória dos acontecimentos (para pior), ficamos estarrecidos, perplexos e sem ação como um Ronaldo depois de levar um chapéu de Zidane.

Assim deve ter ficado Dunga, que perdeu Kaká, Lúcio, e Pato (todos por lesão) na última hora para enfrentar a seleção da Irlanda. Três peças importantíssimas da defesa, da criação e da definição, respectivamente.

O que podemos fazer agora é torcer para que o técnico gaúcho supere o drible da fatalidade e consiga, mesmo desprovido dessa trinca, se recuperar, montar uma equipe consistente e fazer mais uma boa apresentação.

Driblar Dunga, como volante, não era fácil (e não se saía impune). Hoje vamos ver se ele levou essa característica para o banco.

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