Terminado o Brasileirão, os olhares dos apaixonados por futebol se voltam para o velho mundo. Os campeonatos nacionais europeus nunca estiveram tão visados, a própria Champions League tem agora um álbum de figurinhas mundial, que inclusive venderá aqui muito mais do que uma coleção do nosso campeonato.
Não vejo nenhum problema em relação a atitudes como essa da CL (que inclusive dá uma aula de marketing a todo momento, transformando o futebol em até mais do que o espetáculo que deve ser) e acredito que todas as ligas devam querer fãs espalhados pelo mundo. O que me deixa angustiado é que o Brasil, por ter um campeonato com jogadores de menor nível técnico, não impõe barreira alguma a esse expansionismo (neo-colonialismo esportivo?) e começa inclusive a perder a preferência na hora da torcida.
É aí que começo a questionar: nosso dinheiro é fraco, mas não é também culpa da má administração que imperou nosso futebol por cerca de vinte anos? Digo imperou, porque vejo sinais positivos em fatos como o campeonato de pontos corridos, o número fixo de participantes em cada divisão, a terceirização da administração de alguns clubes, etc, que dão esperança de tempos melhores do que os de Eurico, Teixeira, Dualib e Obino (só para citar alguns). Ontem faltou competência, hoje falta estímulo.
Enquanto isso, tenho que ver meu irmãozinho comprando a camisa do Manchester, torcendo contra o Fabregas, colando figurinha do Crouch e dando palpite de cada chave da Champions.
Quero ver então quem vai ver o Gauchão!
Arthur Amaral Reis
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